14h00 - Mundial de Clubes: Real Madrid x Grêmio ao Vivo
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Apropriação cultural nunca foi a pauta mais importante pra mim na luta anti-racista. Esse tema me desgasta e sempre prefiro não entrar em debates, principalmente com pessoas brancas. Mentalizo "há coisas mais importantes para pensar" e sigo minha vida, deixando pessoas abençoadas, que tem mais paciência que eu, debaterem sobre o assunto. Vez ou outra aparece gente branca, trabalhada na apropriação, perto de mim e o que mais me deixa puta da vida é a cara de pau. Porque essas pessoas REALMENTE acreditam que estão fazendo um ato de resistência pelo "direito de usar o que eu quiser" como se pessoas brancas não tivessem o direito histórico de usar o que quiserem desde o seu nascimento.
Lembro-me de quando eu era criança, menina, negra e gorda, inserida em ambientes brancos, cheia de trancinhas que minha mãe fazia em mim. Minha mãe aprendeu a faze-las com a minha avó, que aprendeu com a minha bizavó e por ai vai. As tranças no meu cabelo eram feitas como forma de lidar com o crespo e uma demonstração de ancestralidade. Eu era humilhada cotidianamente nas escolas em que estudei. Minhas tranças, tão lindas, eram motivo de dor. Eu chorava e rezava pelo dia em que iria crescer e poder alisar o meu cabelo, e que tudo aquilo iria acabar. Finalmente eu iria ser vista como uma pessoa bonita, deixaria de me esconder para que não notassem a minha feiura. Eu cresci desejando não ser negra e não ter aquelas tranças em mim, porque elas denunciavam a minha negritude.
Eu cresci, evolui, me libertei. Ao meu redor, escuto pessoas brancas, moldadas em seu discuso de democracia racial e liberdade individual. Dói. A imagem, as lembranças que me despertam... dói. Essas pessoas nunca vão entender o que é ver um símbolo de luta ser carregado como uma mera e temporária estática cool. Também é engraçado que essas pessoas tem acesso à universidade, à internet, à veículos como o Geledés, se pá tem aqueles amigos negros, mas a liberdade individual burguesa e branca precisa ser sustentada.
Isso não é um textão sobre como brancos não devem fazer X ou Y, isso é um desabafo de alguém que sente dor pela sua história de vida, que é totalmente banalizada toda vez que aparece uma pessoa branca de cabelos trançados na minha frente. Sabe o racismo? Então, a falta de empatia mínima é um sintoma dele.
Eu cresci, evolui, me libertei. Ao meu redor, escuto pessoas brancas, moldadas em seu discuso de democracia racial e liberdade individual. Dói. A imagem, as lembranças que me despertam... dói. Essas pessoas nunca vão entender o que é ver um símbolo de luta ser carregado como uma mera e temporária estática cool. Também é engraçado que essas pessoas tem acesso à universidade, à internet, à veículos como o Geledés, se pá tem aqueles amigos negros, mas a liberdade individual burguesa e branca precisa ser sustentada.
Isso não é um textão sobre como brancos não devem fazer X ou Y, isso é um desabafo de alguém que sente dor pela sua história de vida, que é totalmente banalizada toda vez que aparece uma pessoa branca de cabelos trançados na minha frente. Sabe o racismo? Então, a falta de empatia mínima é um sintoma dele.

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